Muitas vezes contraímos dividas para conquista de algum sonho, para iniciar um projeto, estudar, viajar e algumas vezes também por imprevistos, coisas não planejadas que ocorrem e que se faz necessário a tomada de um empréstimo para resolver aquela situação pontual.

O que ocorre muitas vezes é que a tomada de crédito pode deixar de ser uma ferramenta de solução e se torna um verdadeiro pesadelo, principalmente quando as dividas começam a se acumular e o pagamento de parcelas começa a desestruturar o equilíbrio financeiro do tomador de crédito.

Quando você se vir em uma situação em que suas dividas e seus gastos estão maiores que seus ganhos e que o valor de dívida vai só aumentar, é hora de começar a rever os seus contratos, fazer contas e criar um plano para recuperação financeira.

Para executar da melhor maneira o seu plano de recuperação vamos listar as seguintes dicas abaixo:

Entenda a sua dívida

A primeira etapa é a mais importante, faça em uma planilha, folha de caderno, onde achar melhor um levantamento de todas as suas dividas e valores de parcela mensal, separando por tipo de dívida, por exemplo: Limite de Conta Corrente Excedido, Cartão de Crédito, Financiamento de Veiculo, Financiamento de Imóvel, Crédito Pessoal, enfim lance todas as suas dívidas, isso é o primeiro passo para se organizar, não se esquece de incluir além do valor da dívida o prazo e taxa de juros de cada uma, isso vai ser fundamental no item 3.

Entenda sua renda e seus gastos mensais

Sem considerar as dívidas, entenda qual o valor de seu salário e ganhos, subtraindo as despesas mensais cotidianas, alimentação, vestuário, transporte. Desta forma você conseguirá ver de maneira clara qual o valor mensal que você possui para a amortização das dividas e financiamentos. Atenção se nesta etapa sem considerar as dividas, não sobra ou falta dinheiro, será necessário simplificar seu padrão de vida e economizar para que seja possível amortizar a divida.

Troque dividas “caras” por mais “baratas”

Ao realizar o levantamento de suas dívidas, é fundamental no plano de recuperação, eliminar todas as dívidas que possuem taxas de juros altas, podemos citar como exemplo, cartão de crédito, estouro de limite de conta corrente, enfim, dividas que se tornam praticamente “impagáveis” por conta dos altos juros.

Concentre as dívidas

Se for necessário, faça uma nova dívida única, com objetivo de quitar todas as outras, utilize linhas de crédito de longo prazo, com taxas baixas de juros, por exemplo o refinanciamento de um imóvel, refinanciamento de veículo, crédito consignado, enfim linhas que possuem taxas atrativas de juros e que permitem um folego financeiro para seguir.

Renegocie suas dividas

Caso você não possua mais limites de crédito disponível, ou não consiga concentrar as dividas em uma só, renegocie com as instituições financeiras o pagamento, foque sempre em eliminar as dividas caras primeiro, cartão de crédito em atraso é um dos maiores vilões financeiros por conta dos altos juros.

Encontre um Assessoria

Caso as instituições financeiras não sejam amigáveis na renegociação de suas dívidas, utilize do serviço de uma assessoria de renegociação, eles possuem todo respaldo jurídico e os caminhos para renegociar a sua divida de uma maneira justa e evitando qualquer tipo de cobranças indevidas por parte da instituição financeira.